Esta fotografia é uma metáfora visual. Simboliza o núcleo de Vida, entendendo-a como a Natureza, as Gentes e as suas Culturas, rodeados pela adversidade.

É um sinal e um clamor em memória dos povos da Peneda e do Gerês.



domingo, 24 de janeiro de 2010

Menos treta e mais acção

A nossa passividade permitiu que as sucessivas direcções do PNPG fossem fazendo as coisas mais ou menos como quiseram. Acordamos agora, com o monstro à nossa porta!
As tonterias ambientalistas, chegaram ao cúmulo de quererem sujeitar à sua aprovação tudo. Não tarde nada, até vão fixar quotas na natalidade aqui na Peneda Gerês, vão ver!
Há dias, o Presidente da Junta de Freguesia de Vilar da Veiga, teve de mover influências para que imperasse o bom senso e se fizesse vista grossa (a lei também prevê a equidade) às obras de substituição da central telefónica do Gerês. Pois é, a PT estava impedida de instalar um novo armário com cerca de 2,00m de altura por 1,5m de largura, à beira da estrada nacional (clique aqui para ver o local), para melhorar desta forma as telecomunicações no Gerês.

A Câmara Municpal de Terras de Bouro, a pedido das populações locais e com a anuência do PNPG, vai finalmente reparar a estrada da Bouça da Mó. Estrada esta em terra batida, onde podem passar 100.000 carros por dia (assim o fluxo permita) e está toda esburacada. Não é que condicionaram esta acção à monitorização por biólogos para verificarem se o saibro não leva bicharada estranha que possa ir perturbar o sítio? Será que vão colocar já na próxima Primavera um fosso sanitário para veículos e impedir as pessoas de levarem fruta com sementes, ou outros possíveis agentes contaminantes? Será que o PNPG vai pedir o apoio à ASAE?

Temos de conversar menos e agir mais. Se reduzirmos um bocadinho o tempo que perdemos em tretas e fizermos uma acção concreta, nem que seja denunciar públicamente os desmandos ambientalistas, produziremos um resultado fantástico.
Lançamos o desafio, em 15 dias, faça alguma coisa que demonstre a sua oposição ou a sua mera opinião.

Vejam este simples exemplo de um pedido feito por José Carlos Pires, em email dirigido ao ICNB, PNPG e BALADI, com conhecimento à Câmara Municipal de Terras de Bouro, entre outras pessoas e entidades, sobre Plano Previo de Intervenção em Incêndios Rurais:
Exmos Senhores Antes de mais, quero felicitar-vos pela inciativa, pois só articulando os meios e desenvolvendo um adequado plano de prevenção e de rápida intervenção se pode proteger este rico património.
Por várias vezes, nos últimos anos, conduzi os vossos agentes (e os da protecção civil em missão de socorro) pelos trilhos da serra, tanto de noite como de dia.
Estou, por isso, legitimado para colocar duas questões:
1ª Na página 9, é dito o seguinte:"Com a criação do Parque Nacional da Peneda-Gerês em 1971, todo o Parque ficou sujeito ao regime florestal, através do seu decreto de criação. A gestão florestal dos Baldios passou a ser da responsabilidade do PNPG, que é efectua de acordo com a lei em vigor."
Qual o fundamento legal para se produzir tal afirmação?

2ª Na distribuição temporal dos incêndios (pag 16), verifica-se que eles ocorrem maioritariamente em Outubro e Novembro.
Como é que se pode afirmar que a elevada pressão turística tornam o PNPG mais vulnerável aos incêndios?

Muitas outras dúvidas há e até sugestões que gostaria de apresentar relativamente ao documento apresentado, que serão colocadas oportunamente, caso haja resposta aos pedidos agora formulados.
Com os melhores cumprimentos
JCPires

É preciso agir mais!
Não cause danos às suas propriedades, nem ao território que ele não tem culpa. Ataque as políticas, os procedimentos incorrectos, a falta de apoio, o mau estado das estradas e dos caminhos dentro do PNPG, a falta de recolha de lixo, a falta de pagamento das indemnizações, a falta de resposta a pedidos de parecer, os obstáculos e entraves que lhe colocam, a falta de cuidado dos agentes do Estado, a falta de zêlo, a falta de informação e de sinalização, a falta de promoção turística, a abolição dos benefícios fiscais para quem vive no território, a usurpação na gestão dos baldios, a falta de limpeza dos matos, a falta de acções pro-activas, a falta de fiscalização, enfim, a falta de quase tudo!

Está na hora de dizer basta de promessas e de falsidades e da nossa parte, menos treta e mais acção!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Uma nova oportunidade para o diálogo


Deixamos as nossas tarefas habituais e fomos até Braga para mostrar aos portugueses e aos responsáveis políticos que sabemos o que queremos para a nossa terra e também sabemos o que é preciso fazer para termos um verdadeiro Parque Nacional.

Apesar do mau tempo, conseguimos juntar perto de mil e quinhentas pessoas nesta acção de protesto. Com elevado civismo e grande sentido de responsabilidade, deixamos mensagens claras e a nossa determinação firme em levar esta oposição até onde for preciso para que se crie um plano de ordenamento útil para as pessoas e para a biodiversidade.

Apelamos mais uma vez ao Ministério do Ambiente para escutar os proprietários dos terrenos, os compartes dos baldios e os naturais da Peneda Gerês, para rever os falsos pressupostos que sustentam as teorias ambientalistas e para cumprir o que nos prometeu em 1995 (melhorar o plano então aprovado). Recordamos também que foi a acção do Homem que permitiu classificar esta região como Parque Nacional, em 1971.
Pode consultar aqui a carta dirigida à Senhora Ministra do Ambiente

Sem prejuizo de outras acções cívicas, vamos recolher as assinaturas necessárias para pedir aos representantes do povo que decidam sobre os objectivos, estratégias e vectores do desenvolvimento socioeconomico da nossa terra.

Sentimos orgulho em representar estas gentes! Muito orgulho em fazer parte desta comunidade serrana que lida com a biodiversidade há vários milhares de anos.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Ministra do Ambiente vai receber apelo

No dia 23 de Janeiro, pelas 15h00, as gentes da Peneda Gerês vão até Braga para recordar à Sra Ministra do Ambiente que apenas 7% do território classificado como Parque Nacional é propriedade do Estado e que é essencial obter o consentimento das populações locais para aceitarem restrições aos direitos reais de propriedade. Vamos, por isso, recomendar-lhe respeito:
- pela propriedade privada
- pelos baldios
- pelas vezeiras
- pelos usos e costumes ancestrais
e
- pelas pessoas

Dentro da propriedade do Estado, respeitando as regalias concedidas pelo Rei às populações locais e que o regime fascista se viu obrigado a acatar nos tribunais, podem fazer o que quiserem. Agora, nos nossos terrenos particulares e nos nossos baldios, a coisa é diferente! E os portugueses precisam de saber que foram os nossos antepassados quem construiu este rico património natural e que nós queremos continuar a preservá-lo e a valorizá-lo e que deste imenso território 92% é propriedade privada e cooperativa.

Por isso, mais uma vez, alertamos para a necessidade de suspender este processo de revisão, pois ele continua eivado de falsos pressupostos e procura um modelo Wilderness fictício.
Será isto pedir demais? É claro que não!

Junte-se a nós, no dia 23 de Janeiro, pelas 15h00, na Avenida Central em Braga (junto à Arcada). Seguiremos depois para o Governo Civil, onde entregaremos uma carta dirigida à Sra Ministra do Ambiente.